Investimentos em infraestrutura preparam o bairro para assumir sua vocação

O Saco da Ribeira está passando por grandes e importantes transformações, que o colocarão na rota dos destinos de charme do Brasil. Um dos marcos dessa guinada é a Dársena Voga Marine, empreendimento moderno e arrojado, sobretudo para os padrões locais, que despertou a atenção de investidores para o potencial da região. Rapidamente surgiram outros lançamentos, imprimindo ainda mais modernidade ao bairro, que deixou de ser visto apenas como ponto de partida para passeios de barco, para se tornar um atrativo em si.

Os planos para o bairro, no entanto, só estão começando e são bem mais ousados, como costumam ser os grandes exemplos de sucesso, como Port Vell, em Barcelona, área portuária que por anos foi negligenciada e hoje respira um ar cosmopolita, capaz de atrair turistas do mundo todo. Os iates estacionados nas marinas e os antigos armazéns onde ocorrem eventos culturais servem de inspiração à Ribeira, que no último verão movimentou a orla com uma charmosa praça de alimentação e espetáculo circense.

Essa diversidade de uso dos espaços, agregando valor não apenas ao bairro, mas ao município, é parte do que se vislumbra para a Ribeira, cujo waterfront, como se nomeiam, mundo afora, as orlas urbanas, tem tudo para se transformar em um espaço público vibrante.

Outro exemplo inspirador vem da África do Sul. O V&A Waterfront é uma grande área portuária, que reúne restaurantes, cafés, hotéis, condomínios residenciais, prédios comerciais, shopping center, marina, estaleiro, mercado de artesanato, museus e áreas de lazer e entretenimento.

O projeto do Ribeira Mall, centro de compras e lazer aberto para o mar, com vista privilegiada para as marinas, cumpre essa função e é mais um passo rumo ao futuro promissor do bairro.

A reurbanização da orla, porém, exige obras de infraestrutura. É exatamente esse o esforço que se empreende atualmente, por meio de uma iniciativa que une poder público, empresários locais e comunidade em torno da mesma causa: a qualidade de vida no bairro.

Uma ação que já está em desenvolvimento é a melhoria do sistema de drenagem das águas pluviais. É o tipo de obra que a gente não vê, mas faz toda a diferença, porque significa o fim da ameaça de ruas alagadas.

Também já está prestes a sair do papel o projeto de melhoria nas vias de acesso ao bairro, a começar pela construção de uma rotatória que dê fim às perigosas conversões realizadas hoje em dia, sobretudo por quem trafega no sentido norte sul e quer entrar no Saco da Ribeira, tão logo termina a descida.  A nova rotatória promete trazer muito mais segurança e, de quebra, embelezamento para a região, com um harmonioso projeto paisagístico.

Para melhorar a circulação de veículos, bicicletas e pedestres, o projeto também prevê a continuidade da ciclovia, que hoje começa no Perequê-Mirim e termina no mirante. Por fim, planeja-se a melhoria das vias internas para acesso às praias da Sununga e Lázaro, com a criação de ciclofaixas e áreas de estacionamento de bicicletas.

A principal diretriz da reforma do Saco da Ribeira é a sustentabilidade. O raciocínio é o seguinte: não adianta melhorar os acessos se não houver drenagem, não basta projetar ciclovias se o ciclista não tiver onde guardar com segurança a bicicleta, e por aí vai.

A multiplicidade de usos dos espaços, como já se comprovou ocorrer em áreas portuárias revitalizadas, justifica a preocupação em construir um heliponto no bairro. O projeto foi autorizado pela Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, e vai trazer mais comodidade e segurança aos usuários, fazendo bem para toda a cidade. Para completar, recentemente foi anunciada a modernização do aeroporto de Ubatuba, para que os procedimentos sejam guiados por GPS, diminuindo o tempo em que a pista fica indisponível por causa das condições meteorológicas. Dessa forma, o acesso a Ubatuba será, definitivamente, multimodal: de carro, de barco ou de avião.