A história do Brasil pode ser considerada única, certamente, por diversas razões. Uma delas refere-se ao fato de termos sido uma das poucas colônias de exploração que abrigou o reinado colonizador em suas terras.
Além disso, o Brasil recebeu povos oriundos de diversas partes do globo, por diferentes razões, tornando-se deste modo um dos territórios mais miscigenados e ricos culturalmente.

Depois das embarcações lusitanas, a verdade é que o Brasil, além dos povos nativos nomeados “índios” – referência ao continente homônimo do Oriente, cujos navegantes gostariam de ter encontrado quando avistaram terra firme naquele ano de 1500 – foi habitado por diversas culturas, encantados de alguma forma com aquela terra composta por belíssimas florestas, solo fértil e clima ameno. Além da estonteante paisagem da costa banhada pelos mares do Atlântico.

Desde sua descoberta até os anos que sucederam os períodos de pós-guerra, o país recebeu imigrantes de diversas partes do globo. Imigrantes, principalmente europeus, que abandonavam seus países por motivos muito semelhantes aos que hoje motivam refugiados a buscar uma nova perspectiva de vida na Europa. Estima-se que cerca de 60 milhões de europeus rumaram a países como Brasil, Estados Unidos e Austrália entre 1810 a 1950. Pessoas que viam no chamado “Novo Mundo” uma oportunidade de sonhar com um futuro promissor, ou ao menos, diferente.

Este foi o caso da família Greiner, austríacos que vieram ao Brasil, especificamente a São Paulo, em 1948, fugindo da segunda Guerra Mundial, com a perspectiva de um futuro promissor e distinto do que o cenário de destruição das batalhas oferecia naquele momento aos jovens da Áustria. Mais tarde, viriam se estabelecer em Ubatuba, na região do Saco da Ribeira.

Segundo Marco Greiner, filho de Kurt Greiner, austríaco de origem alemã e Helena Greiner, vinda da Eslováquia, o encontro de seus pais ocorreu graças ao trabalho, que ambos desempenhavam na época em que se conheceram. “Meus pais vieram ao Brasil depois da segunda guerra, em 1948, e se conheceram em São Paulo. Na ocasião, ele trabalhava como encanador e minha mãe como secretária da mesma empresa.” relembra Marco.